quarta-feira, 24 de março de 2010

Palestra Sobre a Génese do Cancro

Palestra Sobre a Génese do Cancro
Dia 27 de Março
18h00
Sociedade Portuguesa de Naturalogia


Para mais informações : Sociedade Portuguesa de Naturalogia

http://spn.eco-gaia.net/

segunda-feira, 22 de março de 2010

Energias Alternativas - Energia das Marés - I Parte

1980 foi um ano de grande seca em Portugal, que provocou um armazenamento muito fraco de águas fluviais nas albufeiras das nossas Centrais Hidroeléctricas. Não obstante possuirmos nessa altura, cerca de meia centena dessas Centrais e cerca de meia dúzia de Centrais Termoeléctricas, que em anos normais de pluviosidade não produzem mais que 30 ou 40% da energia necessária, nesse ano, foram muitos mais os milhões gastos com a importação de electricidade estrangeira. Os jornais e demais órgãos de comunicação noticiaram largamento o acontecimento, que acabaria por sensibilizar intrigar o inventor do endoscópio de fibras ópticas e não só, obrigando-o a pôr a si próprio as seguintes perguntas: será que estão esgotadas todas as possibilidades de produzir electricidade? Não haverá nesse universo um buraco por onde possa meter o nariz? Embora partindo praticamente da estaca zero em matéria de energia, ganhou forças para enfrentar o gigante desafio e sempre que lhe surgiam momentos oportunos dava largas à sua imaginação ainda dispersa, mas fortemente determinante, pois tinha a intuição que o “buraco”, mais tarde ou mais cedo, haveria de aparecer. E logo, por sorte, com o País ainda a viver a forte celeuma da seca, ouviu dois distintos engenheiros electrotécnicos, em programas separados de Televisão, em que explicavam o funcionamento da Central Geotérmica dos Açores e outro, o funcionamento da Central Hidroeléctrica do Castelo de Bode. A avidez com que os escutou e o forte desejo de entender esses funcionamentos, de imediato, após a audição do segundo engenheiro, verificou, sem margem para dúvidas, de que ambos haviam cometido o mesmo erro de palmatória. Claro que não se tratava de erro motivado por ignorância, era o que faltava, mas sim de uma falha de expressão, motivada talvez por um hábito pernicioso de aligeirar uma explicação. Ambos já eram vítimas desses hábitos e, por isso, quando nas suas dissertações chegavam ao ponto em que entrava em acção a turbina, ambos ficaram por ali, afirmando que ela produzia então a tão desejada electricidade. Ora o que acontece não é bem isso, pois que no caso da Central Geotérmica, como no da Central Hidroeléctrica, as respectivas turbinas são postas em movimento rotativo, na primeira pelo impacto da força colossal de um potente jacto de vapor de água a alta pressão e na segunda pelo impacto de força idêntica de uma colossal coluna de água de alta pressão porque captada no fundo da barragem e conduzida até à turbina por estrutura própria da barragem. Portanto, uma turbina é um engenho mecânico cuja função é captar o impacto de uma força que a faça entrar em poderoso movimento rotativo e como o seu eixo está solidário com o eixo do indutor de um gerador, este e só este é que produz a electricidade. Portanto a falha dos engenheiros foi o esquecimento dos geradores, atribuindo às turbinas uma função para a qual não são construídas. Essa falha foi o suficiente para convencer Alves Martins de que talvez já existisse generalizada, a convicção de que a existência de uma turbina era imprescindível para o aproveitamento de uma força da Natureza. Tornava-se, portanto, necessário acabar com o casamento da D. Turbina com o Sr. Gerador e arranjar maneira de pôr esta a trabalhar sem a ajuda da sua tradicional muleta, utilizando, se possível, a força de uma energia natural, renovável, gratuita e sobretudo não poluente. Tudo parecia indicar que este seria o caminho a seguir para encontrar o tal “buraco”, mas que, certamente haveria de ser bastante longo e penoso. Por isso teria que documentar-se, primeiro o mais e melhor que pudesse sobra as nossas Centrais Hidroeléctricas e Térmicas, funcionamento e potência de geradores, etc. , que foi meticulosamente conseguindo sem desfalecimentos e sempre com forte determinação, até que um dia, em sua casa, lhe despertou mais do que nunca , até então, o bater das horas de um relógio de cuco que ainda hoje possui e que se encontra pendurado numa parede de uma sala de estar. Como é sabido esse tipo de relógio não possui a tradicional corda de fita de aço, ou, mais modernamente, uma pilha eléctrica para accionar o seu mecanismo, pois este funciona sob acção de energia potencial de dois corpos pesados de ferro fundido em forma de pinha, que se encontram suspensos por delicadas correntes metálicas engrenadas no mecanismo de carretos do relógio. É, pois, o peso das pinhas, que, na sua lenta descida e só na descida, por intermédio das correntes, faz funcionar o mecanismo do relógio. Quando termina a sua descida, limitada pela dimensão das correntes, o relógio pára e só volta a funcionar quando a força de uma mão colocar as pinhas nos seus pontos de partida. Foi, portanto, um simples relógio de cuco, a fonte de inspiração para a aplicação da energia potencial de um corpo super pesado, porventura de centenas de milhar de toneladas de peso, para fazer funcionar uma série de geradores. Estava encontrada metade da solução, a energia de um corpo super pesado em descida lenta sob a acção da gravidade. Mas para o problema ficar totalmente resolvido, apenas com a intervenção de forças naturais, gratuitas, renováveis e não poluentes, faltava outra força, igualmente poderosa capaz de fazer a inversão do movimento do corpo, obrigando-o também a uma lenta subida até ao ponto de partida. E a solução final era inevitável. A acção conjugada de duas energias da Natureza, a energia potencial de um corpo flutuante de grande calado e tonelagem e a energia das marés actuando sobre ele, forçando-o a uma movimentação vertical de sobe e desce de grande potência como se fora um gigantesco piston. (Continua)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ASTRONOMIA II

Como é óbvio, só depois de ter construido os três telescópios mencionados no capítulo da Óptica, faria sentido uma abordagem ao fabuloso mundo da Astronomia, não como astrónomo amador como tantos se intitulam, mesmo quando só possuem um pequeno óculo de brincar, mas sim como um insaciável curioso e estudioso das maravilhas do Espaço. Infinito. Embora os seus aparelhos possuam objectivas com 22cm, 19 cm, 16 cm de abertura, a que correspondem, efectivamente distâncias focais de 2.10m, 1.55m, e 1.40m, portanto com significativos tamanhos para serem operados a partir de uma casa de habitação, encontram-se a muitos anos luz de distancia das capacidades dos gigantescos telescópios construídos pelos Estados em todo o mundo e postos ao serviço de cientistas da Astronomia, e que por esse motivo, não lhe permitem ir muito além dos limites do sistema solar. Mesmo assim, ao cabo de muitas e muitas horas de observação e meditação, quando operava sozinho na quietude de noites calmas e límpidas, ainda se atreveu a discordar dos mestres ao conceber e escrever uma teoria sobre a origem da Lua, nosso satélite natural. Outro folheto se seguiria intitulado “A Inteligência do Homem e o Seu Entendimento Progressivo do Cosmos Desde há 3 000 Anos A.C.”amplamente ilustrado com desenhos e fotografias, folhetos esses, cujas cópias tem oferecido a amigos, colegas e muitas pessoas que se têm dignado ouvi-lo em palestras para as quais tem sido convidado por diversas Instituições, ou em sessões de observação em sua casa, bem como em algumas Instituições, como, por exemplo, o seu querido Banco de Portugal, para onde tem deslocado os seus aparelhos.
Para completar a sua mais que modesta digressão pela Astronomia, segundo expressão sua, materializada sobretudo numa interessante serie sequencial de fotografias da Lua, no formato de 30x40cm, desde uma ténue falcada da fase crescente a outra idêntica da fase minguante, aliás sempre presente em todas as suas exposições de Telefotografia, não pode deixar de ser referido o seu espírito crítico em relação à teoria do Big Bang sobre a origem do Cosmos.
Embora desde o princípio tenha facilmente aceitado a evidência da análise espectral da luz das galáxias que prova o movimento da sua expansão no Espaço Sideral, certamente resultante de uma formidável explosão de toda a matéria e energia condensada numa minúscula bolinha mais pequena que a cabeça de um alfinete, que constitui a teoria oficialmente aceite, não deixa de lhe ser intrigante o facto de não haver uma explicação plausível sobre as causas que motivaram não só a referida concentração de matéria e energia, como também sobre as que desencadearam a sua explosão. Tudo lhe parece indicar que o Big Bang apresentado como fenómeno único, tem mais por objectivo varrer de uma vez por todas a ideia de Deus da cabeça do Homem. Por isso, como contrapartida ao fenómeno único, pergunta: porque não concluir que o Big Bang não foi um fenómeno único? Porque não concluir que foi um acontecimento local e não universal? Porque não concluir que já aconteceram no Passado, sabe-se lá quantos outros? Porque não concluir que também no Futuro não venham a acontecer mais, noutros locais ou áreas do Espaço? Parece-lhe, portanto, que é muito mais lógico e sensato admitir, em toda a Eternidade, a ocorrência de Big Bangs, constituindo estes, uma espécie de Pulsação Universal, com concentrações e expansões de Energia e Matéria, aqui e além no Espaço Infinito. E para terminar, faz a seguinte advertência: que o esmagador gigantismo do COSMOS já conhecido ou pelo menos supostamente conhecido, juntamente com o ainda muito maior do COSMOS por conhecer, que no seu todo resultam p ara nós num inatingível INFINITO, sirvam de lição àqueles que vegetam à superfície de um ultramicroscópico grão de pó chamado Terra, inserido na maravilha desse INFINITO, para que se mentalizem de que devem observá-lo e estudá-lo com o maior respeito e humildade e não como muitos o fazem levianamente, cheios de arrogância e presunção. Sigam o exemplo do grande Einstein.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ASTRONOMIA I


Fotografias da sequência das fases lunares
n,n,n,m,m
lçkçk
Telescópio astronómico - Tipo Newton, de 22 cm de abertura ( 1960) construido artesanalmente com óptica incluido

Telescópio equipada com câmara fotográfica

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma amostra da minha música.

01 Romance.mp3
Clique no título e se quizer pode descarregá-la para o seu computador
(Todos os direitos são reservados ao autor deste blogue)


ROMANCE, em Ré maior, Op.2, nº.3 - piano

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Palestra Sobre a Génese do Cancro

Palestra Sobre a Génese do Cancro, no dia 7 de Novembro, na Sociedade Portuguesa de Naturalogia

Para mais informações :

Sociedade Portuguesa de Naturalogia
http://spn.eco-gaia.net/

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ENERGIA EÓLICA I

Não há dúvida de que a utilização das energias obtidas a partir de os hidrocarbonetos, sempre representou um perigo muito grande para a Natureza e o Homem, devido aos milhões de toneladas de factores poluentes que permanentemente são atirados, em todo o mundo, para a atmosfera, para os campos e para os oceanos, envenenando e desequilibrando perigosamente a nossa Terra Mãe. Mais tarde ou mais cedo, a necessidade suprema de se começar e a inverter o curso das coisas, tinha que chegar e a corrida à utilização de energias alternativas, naturais, renováveis, gratuitas e não poluentes, como única solução capaz , aí está desenvolvendo-se em força em vários países. Como o nosso país não possui um território fortemente acidentado e de grande pluviosidade, de forma a poderem-se construir barragens gigantescas como as de Assuão, no Egipto ou de Cabora Bassa em Moçambique, por exemplo, com uma produção enorme e constante de electricidade, não teve outro caminho senão o de aproveitar a exploração das energias naturais que possui em quantidades razoáveis, como os ventos que sopram em todo o litoral e o Sol que aquece e ilumina sobretudo o interior, como a Beira Baixa, o Alto e Baixo Alentejo. É de louvar, a todos os títulos, a existência nesta província e em pleno funcionamento, da maior Central Solar do Mundo. Só é pena que as fabulosas células foto voltaicas que constituem os painéis solares não sejam fabricadas ao preço dos pregos. Quanto à energia eólica, a maneira como está a ser aproveitada, com utilização de material importado da Dinamarca e até já cá construído sob licença certamente, tem causado grande estupefacção ao inventor do endoscópio de fibras ópticas. Quando começaram a ser montados os primeiros aerogeradores e apareceram artigos e fotografias em jornais e revistas, descrevendo e mostrando as altíssimas estruturas que suportam enormes turbinas e os geradores, confessa que se sentiu bem impressionado, sobretudo pela elegância e aerodinamismo das turbinas, lembrando as hélices dos aviões. Mas também pensou que aquilo não passaria de um luxo, de construções que embora vistosas, mas isoladas e bastante caras. O pior foi, quando por força de fortes interesses, certamente criados à volta dessas construções, o fenómeno começou a alastrar de tal modo, que hoje, uma sementeira, de mais de 2 000 aerogeradores, já está distribuída pelo país., formando grupos de várias unidades a que chamam parques eólicos. E o que tolerava no principio, por considerar quase uma brincadeira, passou depois, a repudiar quase com escárnio, por lhe parecer que é inadmissível que gente responsável continue a manter em tão larga escala, uma tão grande falta de visão no aproveitamento da força dos ventos, por utilizar aquele tipo de estruturas fatalmente de fraco rendimento. Ao considerar que um parque eólico constituído por 64 aerogeradores, tomado como padrão, só produz anualmente, 147MW, que é a energia equivalente ao consumo de 120 000 habitantes, como é o caso do parque instalado nas serras da zona do Pinhal, algures na Beira Baixa e que custou mais de 150 milhões de euros, quantos aerogeradores não vão ser necessários construir em Portugal para colmatar a brecha dos 60% ou 70% de energia estrangeira normalmente importada? Sim, porque os pouco mais de 150 geradores distribuídos pelas nossas Centrais Hidroeléctricas, bem como os cerca de 30 geradores distribuídos pelas Centrais Termoeléctricas não produzem, em anos de normal pluviosidade, mais que 30% ou 40% da electricidade necessária ao consumo do País. Reagindo a esta situação o nosso inventor avançou já com um pequeno mas bem elucidativo trabalho sobre o que pensa que deve ser uma CENTRAL ANEMOTRIZ, nas suas linhas gerais, denominado “PARQUES EÓLICOS ou CENTRAIS ANEMOTRIZES? QUAL A MELHOR SOLUÇÂO? Ilustrado com desenhos e apoiado por conhecimentos por demais conhecidos, a fim de fazer frente aos tão gabados PARQUES EÓLICOS que agora tão ridículos lhe parecem. É sua forte convicção de que não é necessário ser-se engenheiro electrotécnico para notar o disparate que constitui o formato e a dimensão das turbinas utilizadas nos aerogeradores. Não serve de nada aos responsáveis a argumentação de que o casamento da D. Turbina e do Sr. Gerador está bem feito e equilibrado. Que a turbina, na sua rotação, tem a energia perdida por atrito, reduzida ao mínimo. Que, portanto, a força que capta dos ventos é transmitida quase a 100% ao gerador. Que, ao fim e ao cabo, o conjunto funciona muito bem e produz electricidade. A argumentação até está certa, mas o grande problema reside na capacidade da turbina para captar o máximo da força dos ventos, capacidade, que na sua opinião, é muito fraca. E porquê? Simplesmente porque a força dos ventos captada por impacto nas pás da turbina, é directamente proporcional à área total dessas pás. Embora a turbina seja vistosa, elegante e aerodinâmica, a verdade é que só possui três raquíticas pazinhas que, em relação à área do círculo descrito por elas no movimento rotativo, ocupam apenas 5% da área desse círculo. Que quer isto dizer? Quer dizer que, muito simplesmente, 95% da massa dos ventos não é aproveitada porque se perde.
Ver mais fotos e figuras na ENERGIA EOLICA II