segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ASTRONOMIA II

Como é óbvio, só depois de ter construido os três telescópios mencionados no capítulo da Óptica, faria sentido uma abordagem ao fabuloso mundo da Astronomia, não como astrónomo amador como tantos se intitulam, mesmo quando só possuem um pequeno óculo de brincar, mas sim como um insaciável curioso e estudioso das maravilhas do Espaço. Infinito. Embora os seus aparelhos possuam objectivas com 22cm, 19 cm, 16 cm de abertura, a que correspondem, efectivamente distâncias focais de 2.10m, 1.55m, e 1.40m, portanto com significativos tamanhos para serem operados a partir de uma casa de habitação, encontram-se a muitos anos luz de distancia das capacidades dos gigantescos telescópios construídos pelos Estados em todo o mundo e postos ao serviço de cientistas da Astronomia, e que por esse motivo, não lhe permitem ir muito além dos limites do sistema solar. Mesmo assim, ao cabo de muitas e muitas horas de observação e meditação, quando operava sozinho na quietude de noites calmas e límpidas, ainda se atreveu a discordar dos mestres ao conceber e escrever uma teoria sobre a origem da Lua, nosso satélite natural. Outro folheto se seguiria intitulado “A Inteligência do Homem e o Seu Entendimento Progressivo do Cosmos Desde há 3 000 Anos A.C.”amplamente ilustrado com desenhos e fotografias, folhetos esses, cujas cópias tem oferecido a amigos, colegas e muitas pessoas que se têm dignado ouvi-lo em palestras para as quais tem sido convidado por diversas Instituições, ou em sessões de observação em sua casa, bem como em algumas Instituições, como, por exemplo, o seu querido Banco de Portugal, para onde tem deslocado os seus aparelhos.
Para completar a sua mais que modesta digressão pela Astronomia, segundo expressão sua, materializada sobretudo numa interessante serie sequencial de fotografias da Lua, no formato de 30x40cm, desde uma ténue falcada da fase crescente a outra idêntica da fase minguante, aliás sempre presente em todas as suas exposições de Telefotografia, não pode deixar de ser referido o seu espírito crítico em relação à teoria do Big Bang sobre a origem do Cosmos.
Embora desde o princípio tenha facilmente aceitado a evidência da análise espectral da luz das galáxias que prova o movimento da sua expansão no Espaço Sideral, certamente resultante de uma formidável explosão de toda a matéria e energia condensada numa minúscula bolinha mais pequena que a cabeça de um alfinete, que constitui a teoria oficialmente aceite, não deixa de lhe ser intrigante o facto de não haver uma explicação plausível sobre as causas que motivaram não só a referida concentração de matéria e energia, como também sobre as que desencadearam a sua explosão. Tudo lhe parece indicar que o Big Bang apresentado como fenómeno único, tem mais por objectivo varrer de uma vez por todas a ideia de Deus da cabeça do Homem. Por isso, como contrapartida ao fenómeno único, pergunta: porque não concluir que o Big Bang não foi um fenómeno único? Porque não concluir que foi um acontecimento local e não universal? Porque não concluir que já aconteceram no Passado, sabe-se lá quantos outros? Porque não concluir que também no Futuro não venham a acontecer mais, noutros locais ou áreas do Espaço? Parece-lhe, portanto, que é muito mais lógico e sensato admitir, em toda a Eternidade, a ocorrência de Big Bangs, constituindo estes, uma espécie de Pulsação Universal, com concentrações e expansões de Energia e Matéria, aqui e além no Espaço Infinito. E para terminar, faz a seguinte advertência: que o esmagador gigantismo do COSMOS já conhecido ou pelo menos supostamente conhecido, juntamente com o ainda muito maior do COSMOS por conhecer, que no seu todo resultam p ara nós num inatingível INFINITO, sirvam de lição àqueles que vegetam à superfície de um ultramicroscópico grão de pó chamado Terra, inserido na maravilha desse INFINITO, para que se mentalizem de que devem observá-lo e estudá-lo com o maior respeito e humildade e não como muitos o fazem levianamente, cheios de arrogância e presunção. Sigam o exemplo do grande Einstein.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ASTRONOMIA I


Fotografias da sequência das fases lunares
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Telescópio astronómico - Tipo Newton, de 22 cm de abertura ( 1960) construido artesanalmente com óptica incluido

Telescópio equipada com câmara fotográfica

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma amostra da minha música.

01 Romance.mp3
Clique no título e se quizer pode descarregá-la para o seu computador
(Todos os direitos são reservados ao autor deste blogue)


ROMANCE, em Ré maior, Op.2, nº.3 - piano

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Palestra Sobre a Génese do Cancro

Palestra Sobre a Génese do Cancro, no dia 7 de Novembro, na Sociedade Portuguesa de Naturalogia

Para mais informações :

Sociedade Portuguesa de Naturalogia
http://spn.eco-gaia.net/

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ENERGIA EÓLICA I

Não há dúvida de que a utilização das energias obtidas a partir de os hidrocarbonetos, sempre representou um perigo muito grande para a Natureza e o Homem, devido aos milhões de toneladas de factores poluentes que permanentemente são atirados, em todo o mundo, para a atmosfera, para os campos e para os oceanos, envenenando e desequilibrando perigosamente a nossa Terra Mãe. Mais tarde ou mais cedo, a necessidade suprema de se começar e a inverter o curso das coisas, tinha que chegar e a corrida à utilização de energias alternativas, naturais, renováveis, gratuitas e não poluentes, como única solução capaz , aí está desenvolvendo-se em força em vários países. Como o nosso país não possui um território fortemente acidentado e de grande pluviosidade, de forma a poderem-se construir barragens gigantescas como as de Assuão, no Egipto ou de Cabora Bassa em Moçambique, por exemplo, com uma produção enorme e constante de electricidade, não teve outro caminho senão o de aproveitar a exploração das energias naturais que possui em quantidades razoáveis, como os ventos que sopram em todo o litoral e o Sol que aquece e ilumina sobretudo o interior, como a Beira Baixa, o Alto e Baixo Alentejo. É de louvar, a todos os títulos, a existência nesta província e em pleno funcionamento, da maior Central Solar do Mundo. Só é pena que as fabulosas células foto voltaicas que constituem os painéis solares não sejam fabricadas ao preço dos pregos. Quanto à energia eólica, a maneira como está a ser aproveitada, com utilização de material importado da Dinamarca e até já cá construído sob licença certamente, tem causado grande estupefacção ao inventor do endoscópio de fibras ópticas. Quando começaram a ser montados os primeiros aerogeradores e apareceram artigos e fotografias em jornais e revistas, descrevendo e mostrando as altíssimas estruturas que suportam enormes turbinas e os geradores, confessa que se sentiu bem impressionado, sobretudo pela elegância e aerodinamismo das turbinas, lembrando as hélices dos aviões. Mas também pensou que aquilo não passaria de um luxo, de construções que embora vistosas, mas isoladas e bastante caras. O pior foi, quando por força de fortes interesses, certamente criados à volta dessas construções, o fenómeno começou a alastrar de tal modo, que hoje, uma sementeira, de mais de 2 000 aerogeradores, já está distribuída pelo país., formando grupos de várias unidades a que chamam parques eólicos. E o que tolerava no principio, por considerar quase uma brincadeira, passou depois, a repudiar quase com escárnio, por lhe parecer que é inadmissível que gente responsável continue a manter em tão larga escala, uma tão grande falta de visão no aproveitamento da força dos ventos, por utilizar aquele tipo de estruturas fatalmente de fraco rendimento. Ao considerar que um parque eólico constituído por 64 aerogeradores, tomado como padrão, só produz anualmente, 147MW, que é a energia equivalente ao consumo de 120 000 habitantes, como é o caso do parque instalado nas serras da zona do Pinhal, algures na Beira Baixa e que custou mais de 150 milhões de euros, quantos aerogeradores não vão ser necessários construir em Portugal para colmatar a brecha dos 60% ou 70% de energia estrangeira normalmente importada? Sim, porque os pouco mais de 150 geradores distribuídos pelas nossas Centrais Hidroeléctricas, bem como os cerca de 30 geradores distribuídos pelas Centrais Termoeléctricas não produzem, em anos de normal pluviosidade, mais que 30% ou 40% da electricidade necessária ao consumo do País. Reagindo a esta situação o nosso inventor avançou já com um pequeno mas bem elucidativo trabalho sobre o que pensa que deve ser uma CENTRAL ANEMOTRIZ, nas suas linhas gerais, denominado “PARQUES EÓLICOS ou CENTRAIS ANEMOTRIZES? QUAL A MELHOR SOLUÇÂO? Ilustrado com desenhos e apoiado por conhecimentos por demais conhecidos, a fim de fazer frente aos tão gabados PARQUES EÓLICOS que agora tão ridículos lhe parecem. É sua forte convicção de que não é necessário ser-se engenheiro electrotécnico para notar o disparate que constitui o formato e a dimensão das turbinas utilizadas nos aerogeradores. Não serve de nada aos responsáveis a argumentação de que o casamento da D. Turbina e do Sr. Gerador está bem feito e equilibrado. Que a turbina, na sua rotação, tem a energia perdida por atrito, reduzida ao mínimo. Que, portanto, a força que capta dos ventos é transmitida quase a 100% ao gerador. Que, ao fim e ao cabo, o conjunto funciona muito bem e produz electricidade. A argumentação até está certa, mas o grande problema reside na capacidade da turbina para captar o máximo da força dos ventos, capacidade, que na sua opinião, é muito fraca. E porquê? Simplesmente porque a força dos ventos captada por impacto nas pás da turbina, é directamente proporcional à área total dessas pás. Embora a turbina seja vistosa, elegante e aerodinâmica, a verdade é que só possui três raquíticas pazinhas que, em relação à área do círculo descrito por elas no movimento rotativo, ocupam apenas 5% da área desse círculo. Que quer isto dizer? Quer dizer que, muito simplesmente, 95% da massa dos ventos não é aproveitada porque se perde.
Ver mais fotos e figuras na ENERGIA EOLICA II

terça-feira, 30 de junho de 2009

O ENDOSCÓPIO

Mas o ponto mais alto que atingiu em matéria de Óptica foi, sem dúvida, por volta de 1963, a invenção do endoscópio de fibras ópticas, para fins técnicos e de medicina, bem como um derivado especial para assuntos secretos e de espionagem. Tal aconteceu porque uma poderosa empresa alemã, tomando conhecimento das suas habilidades e potencialidades, não hesitou em contactar o empregado bancário português e desafiá-lo para encontrar a solução de um intrincado problema com feixes de fibras ópticas, com que uma equipa de técnicos profissionais se confrontava e não lograva conseguir. A empresa alemã forneceu-lhe a matéria prima necessária, desconhecida no mundo de então, com excepção de uma congénere norte-americana em competição secreta para o mesmo objectivo, mas também sem êxito. E Alves Martins, aceitando o grande desafio, concebeu e construiu, sozinho, aparelhagem para fabricar os dois primeiros feixes de fibra óptica, com o segredo solucionado da transmissão de imagens. Em quinze dias, sobretudo o segundo feixe, porque já beneficiava das correcções dos defeitos ocorridos no primeiro, estava pronto para responder ao desafio dos alemães. Como já havia recebido deles grandes promessas, permitiu que os feixes fossem enviados para a Alemanha e, de imediato, recebeu por carta os maiores elogios pelo rápido sucesso alcançado. Mas antes disso, uma vez que já sabia qual era a finalidade da aplicação dos feixes, não perdeu tempo e concebeu e desenhou o esquema óptico do moderno endoscópio, hoje em serviço em todos os hospitais e clínicas do mundo. Embora tivesse feito o registo de patente em Portugal, Estados Unidos, Alemanha, França e Inglaterra, de nada lhe valeu, as promessas não se cumpriram e como prémio de consolação material, apenas a exibição da medalha de prata com que foi premiado num Salão Internacional de Inventores, em Bruxelas. De então para cá, dezenas de entrevistas a jornais, revistas, rádio e televisão, sempre solicitado com grande e espontâneo apoio, com destaque especial para a Agência de Noticias Europa Press, que, através das suas 90 agências espalhadas em todo o mundo, naquela altura, tão bem soube acusar os alemães e defender o bancário português. Para terminar, nos anos oitenta, realizou-se em Lisboa um Congresso Internacional de Gastrenterologia com a participação de grande número de representantes estrangeiros e de um … endoscópio de fibras ópticas. A Associação Portuguesa de Criatividade reagiu ao evento e enviou um extenso telegrama, informando o Congresso e reclamando para Portugal a glória da invenção do endoscópio, mas os nossos compatriotas presentes e responsáveis, nem sequer tiveram a dignidade de agradecer o telegrama, porque a subserviência nacional só reconhece capacidades e méritos aos estrangeiros.

terça-feira, 16 de junho de 2009

ÓPTICA

Aos seis anos de idade, pela mão do seu padrinho, assistiu pela primeira vez a uma sessão de cinema. Foi no antigo Casino da Figueira da Foz e o que viu haveria de o marcar para sempre. O filme foi o primitivo e célebre “Máscaras de cera”, filme de terror que durante vários anos haveria de recordar cheio de medo, especialmente quando entrava em lugares escuros ou mal iluminados, à semelhança do que acontecera em muitos cenários do filme. Mas o aspecto positivo da sessão de cinema não foi o filme em si mesmo, mas sim o espantoso e movimentado jacto de luz que saia de um “buraco” no alto da parede da sala à sua retaguarda e se projectava numa “parede branca” oposta, onde descortinava grandes maravilhas, pois ficou com a sensação de que não se tratava de pessoas e coisas, tanto mais que não saiam para fora do “quadrado” iluminado, mas sim de um complicado arranjo de muitas e variadas fotografias que se movimentavam, tal como via as pessoas e coisas na vida real. E durante cerca de meia dúzia de anos não foi capaz de encontrar alguém que lhe desse uma explicação que entendesse e o satisfizesse acerca daquela maravilha da Óptica que tanto o intrigava. Por isso, só aos 12 anos de idade, nessa altura a residir em Águeda, onde o seu pai, frequentava a Escola Central de Sargentos, é que teve finalmente a oportunidade de desvendar o mistério. Em Águeda não existia um cinema sequer, mas em dada altura de um Verão, apareceu um entusiasta do cinema bem apetrechado para fazer projecção de filmes ao ar livre. Com autorização da Câmara Municipal, instalado no jardim junto ao rio do mesmo nome da então vila., projectou em episódios durante várias noites, perante grande assistência de garotada e adultos, um filme mudo que lhe pareceu ser bastante longo e que se intitulava “Os Órfãos de Paris”. Pois bem, logo na primeira noite, bem como nas seguintes, o estudante liceal Fernando Martins, ardente de curiosidade, não saía de junto do operador, a quem por vezes dificultava os movimentos, pois tinha de descobrir a marosca custasse o que custasse. E assim, de pormenor em pormenor, acabou por entender o fenómeno de tal modo que, semanas depois, construía um pequeno caixote de madeira equipado com uma vela que seria a fonte luminosa, uma vulgar lupa ou lente convergente que seria a objectiva e um “filme” que era nem mais nem menos de que uma comprida tira de papel vegetal ou papel de seda, composta por várias tiras mais pequenas coladas nas extremidades, mas na qual desenhara a tinta da china, copiando por cima, as maravilhosas imagens das encantadoras histórias do jornal infantil “O Mosquito”. Com o resultado da sua boa habilidade para os trabalhos manuais, aprontou uma caranguejola eficaz com a qual passou a deleitar-se e a deleitar os cachopos da sua idade, em sua casa e muitas vezes em vãos de escadas escuros de prédios, projectando numa parede a cerca de meio metro, a excelente banda desenhada de “O Mosquito”, mas cobrando um tostão (10 centavos) por cabeça. Acabara de instilar o vírus da Óptica em si próprio e para todo o sempre. Este foi o início, mas depois a ambição haveria de exigir mais, muito mais: a construção de um microscópio, de um telescópio e de tudo o que dissesse respeito à aparelhagem óptica utilitária, mas só depois dos 30 anos de idade, é que efectivamente começou a trabalhar seriamente no assunto. Começou por seguir (ingenuamente) os livros de Física, no que respeita à secção de óptica, fazendo experiências com base nas teorias neles expostas, mas pronto reconheceu que não levavam a lado nenhum. Viu-se obrigado a fazer muitas visitas à Feira da Ladra em Lisboa a fim de adquirir lentes para as suas experiências. Alugou dois óculos de longo alcance que desmontou e esquematizou o mais rigorosamente possível (ainda hoje conserva as plantas), mas o grande empurrão foi-lhe dado pelo falecido Comandante Conceição Silva, professor da Escola Naval, notável astrónomo e seu saudoso mestre, que lhe transmitiu, na íntegra, os segredos de um processo artesanal, perfeito, por ele inventado, para talhar e polir lentes a partir de chapas de vidro. Recebeu avidamente as lições necessárias para uma boa aprendizagem, comprou vários livros estrangeiros sob sua indicação e ficou pronto a talhar lentes de várias graduações para oculares e objectivas para telescópios. Daí a construir três telescópios com óptica do seu fabrico foi um ápice. Depois sucederam-se as observações, as sessões em sua casa e em vários locais, para amigos, colegas, familiares e público em geral, e, por fim, a imperiosa necessidade de também fazer fotografia com os seus aparelhos. Daí resultou ter de construir também câmaras fotográficas para os mesmos e bem assim uma tele-objectiva com características especiais. Com este conjunto de aparelhagem e á medida que ia adquirindo conhecimentos e experiência em matéria de fotografia, além da exploração dos céus, conseguiu êxitos extraordinários sobretudo em Telefotografia, colhendo imagens de grande perfeição de objectos em terra até à distância de 25 KM, uma modalidade que é a mais difícil de praticar, devido ás nocivas interferências atmosféricas tais como fumaradas, neblinas e sobretudo irradiação de calor e humidade do solo. Como resultado surgiu uma bela colecção de fotografias diurnas e nocturnas do monumento ao “Cristo Rei” em Almada, tiradas de vários pontos de Lisboa, bem como um grande conjunto de espectaculares panorâmicas de cerca de 180º, tomadas sobre as cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e outras localidades como Agualva-Cacém, que foram objecto de inúmeras exposições em diversas instituições e que lhe mereceram os maiores elogios em vários jornais, revistas e televisão.
Foto tirada a 4 900m (1963)

Foto tirada a 2 800m (1964)

Foto tirada a 4 900m (1964)


Foto tirada a 2 800m (1964)

Foto tirada a 3 900m (1964)

Foto tirada a 4 900m (1964)

Foto tirada a 3 900m (1964)
Foto tirada a 4 900m (1964)

Foto tirada a 4 900m (1964)



Foto do Palácio da Pena - Sintra, tirada a 25 km de distância